"E por falar em saudade, onde anda você?"
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Ja deletei um paragrafo inteiro por não ter gostado do que estava escrito. (fato raro de se presenciar)
Com a mente [ ] fico sem saber o que escrever, varias ideias e ao mesmo tempo nada concreto, assim como pensamentos, tudo abstrado rondando minha mente cheia de incertezas.
Pois é, quando me vejo nesta peleja entre o ceu e a terra, apenas escrevo descrevo e subscrevo palavras com pouco nexo, que é pra ver se consigo matutar em algo melhor de se dizer do que palavras sobre o cotidiano. Agora mesmo me veio a ideia de falar meio matuto, meio sertanejo, com aquele sotaque meio virado que o caba do interior fala quando ta explicando alguma coisa, pois veja bem... eu sou daqui mesmo, daqui de Recife (Recife e não Récife como muitos pensam), voltando, nascido e meio criado na cidade grande, minha outra metade, aquela que não tem medo de boi brabo nem muito menos de casa de maribondo no telhado, que por sinal ta sumindo feito pinto molhado, veio do interior, de um lugar chama São Jose do Belmonte, neto de um caba muito do brabo que ate hoje é conhecido por onde ando, o "Coronel Alencar", um homem desses que não falava duas vezes nem muito menos olhava de baixo. Sou de la mesmo, minha metade que cada vez mais torna-se terço, vem caminhando sem precisão nessa terra onde arma na mão é sinal de valentia. A peixeira que a tempos criava e derrubava virtudes hoje so serve pra cortar coco na avenida boa viagem, porque homem que é homem não conversa, processa!
E cada vez mais essa minha meia metade esvai-se. Assim como a minha lembrança da passagem molhada que tinha la em baixo descendo a ladeira no caminho pro roçado, bem antes das areinhas, onde o pão so chegava de bicicleta na hora da novela das sete porque luz, so chegou a pouco tempo mas por causa do apagão ficaram sem poder ligar a lampada. Essas coisas são como chuva, quando vem em dia de calor, so faz aumentar o mormaço, é assim como a saudade que so faz aumentar quando falo da terra que um dia eu caminhei. Agora eu acho que fico por aqui, pensando ter feito um cordel meio puxado pra prosa, sem muita rima porque esse não é meu forte, se fossem numeros ate que eu tentava, mas com as palavras eu deixo pros mestres que um dia eu copiei.
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[tiagoalencar]